RECIFE/SP – A Associação Movimento Brasil Laico protocolou, nesta sexta-feira (14/08/2026), uma Representação (Notícia de Fato) perante o Ministério Público Eleitoral em São Paulo, denunciando a suposta instrumentalização da estrutura da Igreja Universal do Reino de Deus para influenciar o pleito de 2026. A denúncia aponta para a campanha denominada “Desafio de Neemias”, que, sob roupagem de atividade religiosa, estaria atuando como um mecanismo de arregimentação, doutrinação e monitoramento de votos em benefício de candidatos vinculados à instituição e ao partido Republicanos.
Segundo a entidade, a campanha foi estrategicamente calibrada para durar 52 dias, encerrando-se exatamente no dia das eleições em primeiro turno (4 de outubro de 2026). Com base em evidências que incluem relatos de ex-pastores, a associação aponta que a iniciativa ultrapassa os limites da liberdade de culto, configurando, em tese, abuso de poder econômico e político, uso de fontes vedadas de financiamento e irregularidades no tratamento de dados sensíveis dos fiéis.
"O que verificamos é a conversão de uma estrutura monumental de comunicação e organização religiosa em uma máquina de engajamento eleitoral", afirma Leandro Patrício da Silva, diretor-presidente do Movimento Brasil Laico. "O mapeamento de eleitores através de coleta de dados biométricos e de preferência política sob pretexto de 'jornada de fé' coloca em risco a liberdade do voto e a própria laicidade do Estado."
Principais pontos da representação:
Abuso de Poder Econômico e Político: A utilização da infraestrutura midiática e organizacional da instituição para promover candidaturas de bispos e pastores, desequilibrando a igualdade de oportunidades no pleito.
Arrecadação por Fonte Vedada: A prestação de serviços de comunicação e a mobilização de rede de voluntários pela igreja, como forma de doação estimável em dinheiro, vedada pela legislação eleitoral.
Tratamento Irregular de Dados Sensíveis: Coleta de identificação facial e preferências político-partidárias de fiéis através do site "desafiodeneemias.com.br", em possível desconformidade com a LGPD e com fins eleitorais.
Propaganda Irregular: Abuso de Poder Econômico e Político: A utilização da infraestrutura midiática e organizacional da instituição para promover candidaturas de bispos e pastores, desequilibrando a igualdade de oportunidades no pleito.
Arrecadação por Fonte Vedada: A prestação de serviços de comunicação e a mobilização de rede de voluntários pela igreja, como forma de doação estimável em dinheiro, vedada pela legislação eleitoral.
Tratamento Irregular de Dados Sensíveis: Coleta de identificação facial e preferências político-partidárias de fiéis através do site "desafiodeneemias.com.br", em possível desconformidade com a LGPD e com fins eleitorais.
Abuso de Poder Econômico e Político: A utilização da infraestrutura midiática e organizacional da instituição para promover candidaturas de bispos e pastores, desequilibrando a igualdade de oportunidades no pleito.
Arrecadação por Fonte Vedada: A prestação de serviços de comunicação e a mobilização de rede de voluntários pela igreja, como forma de doação estimável em dinheiro, vedada pela legislação eleitoral.
Tratamento Irregular de Dados Sensíveis: Coleta de identificação facial e preferências político-partidárias de fiéis através do site "desafiodeneemias.com.br", em possível desconformidade com a LGPD e com fins eleitorais.
Propaganda Irregular: Veiculação de mensagens eleitorais em templos e espaços de acesso ao público, caracterizados como bens de uso comum.
A representação requer ao Ministério Público Eleitoral a instauração de procedimento investigatório, a preservação de provas digitais, a oitiva de especialistas e ex-membros da instituição, e a eventual propositura de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para apurar responsabilidades e aplicação das sanções legais cabíveis, incluindo a inelegibilidade e a cassação de registros ou diplomas.
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